PRETO NO BRANCO #28
I – Cumprir calendário!
II – Foi desse modo que o desafio entre Boavista e Vitória SC foi encarado por quem o assistiu, mas, também, por quem nele actuou. Na verdade, com os axadrezados já apurados para a fase seguinte da Taça da Liga, ao conjunto vitoriano, apenas, bastava jogar pelo símbolo num confronto sem qualquer interesse competitivo.
III – Por essa razão, Moreno, em linha com o que fizera nos outros dois jogos da prova (e que ajudou a que a equipa chegasse à derradeira contenda sem quaisquer possibilidades de apuramento) deu minutos de utilização a alguns jogadores e fez experiências. Assim, lançou o guarda-redes Celton, o lateral Maga (seja bem aparecido!), o central Jorge Fernandes e o jovem Gonçalo Nogueira. Experimentou Zé Carlos, finalmente na posição para a qual foi contratado e procurou com que André Silva ganhasse mais rodagem competitiva. Com novos jogadores, um novo sistema táctico: um novo 4-3-3 puro, ainda não usado no presente exercício.
Afinal, segundo João Aroso esses eram os principais propósitos da participação do Vitória na Taça da Liga... como se no nosso palmarés essa fosse uma Taça que já vencemos várias vezes!
IV – Atendendo a isso, o jogo seria frio como a noite chuvosa do Porto. Não se pense que não existiram oportunidades de golo. Celton teve de se aplicar com mérito por várias vezes! O Vitória, esse, também rondou a baliza contrária com perigo.
Mas um desafio entre dois eternos rivais sem a pressão dos pontos é quase como comer uma francesinha sem molho. O prato está lá, os ingredientes também, mas a falta de condimentos comprometerá o conteúdo final.
V – Por isso, não seria de estranhar que o jogo findasse como começou. Despido de golos, tal como as bancadas do Bessa se apresentavam. Essa não é a imagem que tornou marcante e histórico o embate entre as duas equipas.
VI – Posto isto, fica o Vitória arredado da Taça da Liga. Num ano em que, provavelmente, terá tido o quadro mais acessível para chegar à final-four da competição.
Tal sucede por culpa própria, por não ter dado o valor necessário a uma prova em que se podia chegar longe. Ao invés, optou-se por experimentar novos sistemas tácticos, lançar e dar ritmo a jogadores.
VII - Ora, tal tinha de ter um custo! Para além do prestígio e do prazer que seria vencer o Boavista, a dor de uma eliminação precoce na, provavelmente, mais acessível edição da prova para os Conquistadores deixa um profundo travo de desilusão...ao menos, que tenha valido para reentrar em força no campeonato!
VIII – Umas boas-festas a todos e reencontramo-nos em Vizela...num jogo em que os comandados de Moreno terão de jogar com a pressão que o público da casa fará à própria equipa, após o inusitado e inesperado despedimento de Álvaro Pacheco!
IX – VIVA O VITÓRIA!